Logística para e-commerce: três desafios relacionados a remessas de produtos

Logística para e-commerce: três desafios relacionados a remessas de produtos

A logística foi considerada a segunda maior dificuldade na gestão de e-commerces nacionais, atrás apenas da tributação, segundo dados de uma pesquisa feita pelo Sebrae sobre comércio eletrônico em parceria com o E-commerce Brasil em 2016, com empresas que têm lojas virtuais.

Apesar de o conceito de logística ser o mesmo para todos os tipos de negócios, quando se trata de comércio eletrônico ela é item fundamental, pois define o êxito que a loja virtual poderá alcançar.
Por isso, listamos três grandes desafios para os quais devem estar preparadas as empresas que desejam ter um e-commerce:

1) Transportadora ou Correios?

A escolha da operadora logística que fará a entrega dos produtos é ponto-chave para lojas virtuais. A mais conhecida é a organização Correios, que possuem uma extensa malha de distribuição de alcance nacional e alto volume de pedidos. Por terem muita demanda, podem ter serviços mais acessíveis do que as transportadoras, principalmente para as pequenas empresas de comércio digital.
Para lojas virtuais que vendem muitos produtos, peças grandes ou pesadas, as transportadoras são opções mais viáveis, pois o serviço de entrega de encomendas de e-commerce dos Correios tem limite de peso e medidas de produtos. É importante checar quais regiões a transportadora atende e a variação de preços de entregas em cada área.
Seja qual for a opção, é preciso integrar a loja virtual ao serviço de cotação de frete da operadora logística para que o valor da taxa de entrega seja exibido para o consumidor de forma automática no momento de finalizar uma compra.

2) Logística reversa

O processo de troca ou devolução de um produto adquirido pela internet é uma realidade constante para as empresas de comércio eletrônico. Compras realizadas pela internet garantem ao comprador o direito de arrependimento, previsto no Código de Defesa do Consumidor, e de devolução do produto dentro de um prazo determinado. E um e-commerce deve saber lidar com isso de forma rápida e atenciosa.
A logística reversa pode gerar perda significativa de faturamento para lojas virtuais menores, que nem sempre podem fornecer a seus clientes os mesmos benefícios que as gigantes do mercado oferecem. Alinhar a estratégia de ticket médio junto ao “frete grátis” é um desafio a ser superado.
Vale ressaltar que a devolução de produtos está relacionada à satisfação do cliente, que ao solicitar o estorno já está frustrado com a empresa por ter recebido um produto que não corresponde as suas expectativas. Entender por qual motivo isso ocorre e resolver de forma satisfatória é o mais indicado.

3) Políticas de frete

Obter vantagem competitiva inclui, entre outros fatores, o monitoramento do valor de frete e das formas de envio do produto. Nem sempre é simples: em casos de lojas virtuais que atendem diferentes Estados, é preciso saber quais produtos e regiões podem ter melhor oferta de frete ou facilidades de entrega.
Por exemplo: conhecer as particularidades de cada categoria de produtos e a popularidade delas em cada cidade ajuda a definir quais produtos merecem envio diferenciado, como frete grátis ou entrega em até um dia útil, por exemplo.
Outro fator importante é alinhar o tipo de entrega oferecida à geografia das cidades atendidas pelo e-commerce. Em localizações de difícil acesso, alguns tipos de remessa não são viáveis. E há cidades com áreas restritas por causa de assaltos, e isso pode exceder o prazo de entrega.
É preciso ter planejamento e, se necessário, ter jogo de cintura para lidar com a fúria do cliente, que nem sempre entende que atrasos podem ocorrer por causa do operador logístico.

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